Amigo era o braço, e o aço! Amigo? Aí foi isso que eu entendi? Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça aos demais. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por que é que é.
Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas  (via nando12)

(Source: trechosdaliteratura)


Qualquer esquecer é temporário. Você pode esquecer as chaves do carro, esquecer de pagar uma conta, você pode esquecer até de buscar seu irmão mais novo na escola. Mas uma hora ou outra, você vai acabar lembrando que esqueceu. Vai dar por falta, vai voltar pra buscar. Por isso, eu acredito que esquecer alguém talvez não seja possível, isso nunca vai acontecer. Você pode esquecer durante uma conversa, ou enquanto faz uma prova importante, você pode esquecer quando estiver beijando outra pessoa… Mas depois, minutos, horas ou anos depois, alguma coisa vai te fazer lembrar. A vontade pode diminuir, as piadas que antes pareciam engraçadas, podem não ser mais. A saudade pode desaparecer como se nunca tivesse existido. Esquecer? Esquecer não dá, não se pode esquecer o que já conheceu, já sentiu, ou gostou. Entende o que eu quero dizer? Todo esquecer é temporário, ele só dura até se lembrar outra vez.
  (via abscindir)

(Source: abstinenc-e)






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